Posto médico voltou a funcionar depois de uma “gambiarra” canalizando água da escola até aquele local.
Joseli Dias (opiniaopublic.blogspot.com)
Embora diversos documentos tenham sido enviados à Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa), relatando o fato, há cerca de quatro meses que a Vila do Goiabal, às margens da rodovia Duca Serra, está sem água. Até o momento a direção da Caesa não se manifestou sobre o assunto. A falta do produto faz com que a comunidade utilize água apanhada diretamente do lago para preparar comida, lavar louças e tomar banho, o que se reflete em enormes riscos para a saúde das famílias daquele local.
A falta de água começou no início de novembro, quando a bomba do poço artesiano que serve à vila, apresentou defeitos. Imediatamente a comunidade comunicou à Caesa, que somente 15 dias depois providenciou a retirada da bomba, que foi levada para reparos. A partir deste momento, iniciou-se uma via-crucis dos líderes comunitários até a companhia, que prometeu providenciar uma outra bomba, mas até agora não cumpriu o prometido.
O problema vem gerando grandes dificuldades na vila, principalmente no posto médico, que não tinha água para efetuar alguns procedimentos, tendo que recusar pacientes nos casos de curativos e outros atendimentos. “O posto só voltou a funcionar depois que fizeram uma gambiarra trazendo água da escola, que tem um pequeno poço, até o posto médico. O atendimento está meia-boca, mas é melhor que nada”, diz uma moradora.
Com o início das aulas a situação deve se agravar, já que não será permitido à população apanhar água naquele estabelecimento de ensino porque o poço é suficiente apenas para consumo interno.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
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